Criada
a Comissão Estadual de Corridas de Rua
Ela
terá a função de contribuir
para o melhor desenvolvimento da modalidade que
mais cresce no País.
Um
passo importante foi dado no último dia
18 de outubro para melhorar ainda mais os eventos
de corridas de rua, cujo número aumenta
expressivamente na Capital e no Interior paulista.
Com
a presença de cerca de 100 pessoas, entre
organizadores das provas e entidades que participam
ativamente no suporte logístico dos eventos
do gênero, como a FPA – Federação
Paulista de Atletismo, a Secretaria de Esportes
do Município de São Paulo e a CET,
que cuida do fluxo do trânsito daquela que
é uma das três maiores metrópoles
do mundo, foram discutidas, no “I Workshop
de Corridas de Rua 2005”, realizado pela
FPA no Hotel Lorena, fórmulas para que
as corridas obedeçam critérios como
calendário previamente elaborado e ampla
comunicação com os setores da administração
pública para que tudo ocorra da melhor
forma possível .
O
presidente da FPA, José Antonio Martins
Fernandes (Toninho), abriu os trabalhos falando
sobre a crescente profissionalização
das corridas de rua. “Hoje, temos que atender
a normas determinadas pela IAAF, órgão
maior do atletismo em todo o mundo. Há
uma normatização internacional visando,
principalmente, a segurança dos atletas
e da sociedade como um todo”.
Toninho
ressaltou o crescimento na procura de normativas
pelos organizadores de provas junto à FPA.
“ Até outubro de 2005, alcançamos
o recorde de 130 provas reconhecidas. Esperamos,
no final do ano, alcançar mais de 160,
compreendendo um universo estimado de 400 mil
participações”.
O
presidente da FPA anunciou algumas medidas para
análise dos participantes: criação
de um manual de procedimentos, constituição
da Comissão Técnica de Corridas
e elaboração de um calendário
unificado, elaborado em conjunto entre organizadores,
FPA, Prefeitura de São Paulo (e outras
cidades do Estado) e CET.
O
Secretário de Esportes do Município
de São Paulo, Heraldo Corrêa, deu
início a seu pronunciamento afirmando que
há poucas datas para muitos eventos, dado
ao crescimento vertical das corridas de rua. “Se
tirarmos feriados, temos 45 finais de semanas
para realização de eventos, não
só de corridas, mas de outras tantas modalidades,
olímpicas e não olímpicas,
na cidade de São Paulo. São três
grandes acontecimentos esportivos por final de
semana. E muitos organizados num mesmo local,
o que, obviamente, causa transtornos num mesmo
segmento da população.”
Heraldo
relacionou algumas necessidades que devem ser
solucionadas pelo conjunto dos envolvidos: unificar
o calendário de provas; zelar para que
datas não se choquem com a realização
de eventos de outras modalidades (a exemplo da
Fórmula 1); delimitar, de forma coerente,
o percurso escolhido; pensar, sempre, no direito
de ir e vir das pessoas que não estão
integradas ao evento. “A Prefeitura não
quer impedir, mas racionalizar a realização
das provas”, concluiu.
Em
seguida, o superintendente da CET – Eduardo
Macabelli, abordou as dificuldades de se modificar
rotas de trânsito numa metrópole
complicada e gigantesca como São Paulo.
“Se não houver uma comunicação
de objetivos prévia, com bom espaço
de tempo para a CET trabalhar, fica difícil.
E, infelizmente, o que vem acontecendo é
que nossa equipe trabalha sempre em regime de
urgência, como que apagando incêndios”.
Macabelli
alertou, ainda, para que o evento seja perfeitamente
dimensionado, com número de participantes
compatível. Precisamos, todos, minimizar
o transtorno causado à cidade. “Isso
será possível se o evento começar
mais cedo, entre as 7 e as 8:30 horas”.
Cristiano
Barbosa, do Departamento de Corridas de Rua da
FPA, enfatizou alguns quesitos essenciais que
devem ser cumpridos à risca para que a
prova possa receber o alvará: água
para hidratação dos competidores,
segurança no percurso, além de apoio
médico compatível com a dimensão
do evento.
Em
sua explanação, Eniraci Fabri, da
Secretaria de Esportes do Município de
São Paulo, traçou o perfil de organizadores
que devem ser devidamente cerceados em suas atividades:
os sem experiência; os que acham que vão
ficar milionários; os que querem estrutura
de graça; os que não têm noção
do custo de uma prova e, principalmente, os que
não escutam os conselhos dos órgãos
gestores.
Comissão
Paulista de Corridas de Rua
- Com
a concordância de todos os presentes, foi
eleita a Comissão Paulista de Corridas
de Rua, cujo objetivo é o de analisar as
questões levantadas. Os componentes: Ivo
Camanzano (Gazeta), Manoel Garcia Arroyo (Vasco)
(YESCOM), Mário Rollo (Corpore), Oswaldo
Felipe (TH5 Eventos), Rogério Amante (
Latin Sports / SESC ), Wilson Santana Parreiras
( JJS Eventos ), Helio Takai ( HT Sports), Cláudio
Roberto Castilho (representando os técnicos),
Claudemir Cerone (Corpus Eventos).
O tripé que sustentará todos os
eventos será formado pela FPA, a SEME e
a CET, que serão membros efetivos. 
"Olímpicos
na Sucata"
O
presidente da FPA, José Antonio Martins
Fernandes (Toninho), enviou carta ao jornal Lance
parabenizando pela matéria intitulada "Olímpicos
na Sucata", que demonstra, de forma nua e
crua, a péssima situação
das instalações do COTP - Centro
Olímpico de Treinamento e Pesquisa. "Por
diversas vezes a FPA fez gestões junto
às autoridades competentes na tentativa
de resolver a situação. Não
podemos entender o COTP sem pista sintética
enquanto uma novinha em folha está apodrecendo,
dentro de latas de embalagem, no Complexo Mário
Covas, na Raposo Tavares. No Brasil, a política
de interesses precisa dar lugar à política
de direitos. Saúde, educação,
esporte, não podem ter fronteiras político-administrativas",
afirmou o presidente da FPA.
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