Com
esta frase, o presidente da FPA, José Antonio
Martins Fernandes, define a importância
da entidade no sentido de melhorar o nível
e o reconhecimento das provas de rua em nosso
Estado.
Como a FPA encara
as Corridas de Rua?
Trata-se
de um dos segmentos do atletismo que vem ganhando
mais adeptos no Brasil. O número de pessoas
que pratica corrida em ruas é, hoje, dos
mais significativos. No ano de 2005, a FPA registrou,
oficialmente, 174 eventos do gênero, envolvendo
em torno de 500 mil inscrições.
Sabemos que nem todos são atletas de alto
nível. E é por isso mesmo que temos
especial carinho para com tais atividades, na
medida em que colaboram decisivamente para a melhoria
da qualidade de vida das pessoas.
Qual a importância
da supervisão da FPA nesses eventos?
O órgão maior do atletismo
no mundo é a IAAF. No Brasil, ela é
representada pela CBAt. No Estado de São
Paulo, pela FPA. Portanto, uma corrida que tem
o carimbo da FPA é uma corrida com resultados
reconhecidos mundialmente e com regras uniformes,
estabelecidas em qualquer parte do mundo. Isso
dá credibilidade. O organizador, o atleta,
se sente mais seguro e melhor assistido. Cabe
ressaltar que a FPA não quer exercer uma
supervisão. Quer, sim, ajudar toda a comunidade
ligada às corridas de rua para que tudo
corra bem, minimizando as possibilidades de ocorrências
indesejáveis.
E
essa parceria tem obtido resultados?
Sem
dúvida. Através da melhor das armas
que é o diálogo, temos registrado,
em nossas estatísticas, significativo crescimento.
Em 2001, apenas 11 eventos foram realizados com
o devido reconhecimento da FPA. Em 2002, o número
subiu para 17. Em 2003, para 34. Em 2004, para
107. Em 2005, fechamos o ano com 174 eventos catalogados.
Quais
são as previsões para 2006?
As
melhores possíveis. Nosso Departamento
de Corridas de Rua montou um minucioso Calendário
que, até o momento, conta com 128 eventos
em todo o Estado. É certo que, ao longo
do ano, outras provas serão somadas a esse
montante. O que importa é que aos poucos,
com muito trabalho e a inestimável ajuda
da comunidade das Corridas de Rua, estamos conseguindo
profissionalizar mais e mais a prática,
o que, aliás, interessa a todos...
Os
atletas, com a FPA, não podem achar que
as corridas ganharam um aspecto demasiadamente
profissional, competitivo...?
Acredito
que o objetivo maior da FPA é o de prestar
um trabalho social. Nossa meta é a de fazer
com que o povo brasileiro saiba da importância
de praticar esporte. Lógico que nos preocupamos
muito com o esporte de alto nível. Afinal,
São Paulo responde por cerca de 80% dos
selecionados brasileiros, e o PAN 2007, do Rio
de Janeiro, está aí. Todavia, sempre
defendemos, em qualquer fórum, que o esporte
fomenta métodos educativos melhores, saúde,
cultura, lazer e cidadania. Acho que os atletas
de ocasião têm que competir não
entre eles, mas contra o sedentarismo. Também
nos preocupamos com a base da pirâmide.
Em nossa opinião, o eixo da política
de esporte – política que o Brasil
nunca teve, aliás – seria nas escolas.
Temos projetos visando à prática
nas escolas junto ao Estado e municípios.
São destinados especialmente à meninada
entre 7 e 14 anos.
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FPA.
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