Mais pistas de atletismo para a cidade
e o estado de São Paulo!
Das 23 medalhas obtidas pelo Brasil nos Jogos Pan-Americanos do Rio, 17 são de atletas radicados em clubes de São Paulo.
Tal fato leva a afirmar que o atletismo paulista, sozinho, teria batido o recorde de medalhas de Winnipeg, no Canadá, quando o selecionado brasileiro conquistou 16.
A missão foi cumprida, sem dúvida. Especialmente porque a CBAt desenvolveu, com absoluto êxito, um plano de quatro anos para fortalecer a modalidade, através de fóruns, competições específicas, campings e reais possibilidades de intercâmbio com grandes centros.
É fato que São Paulo é a locomotiva do Brasil também no atletismo. Uma locomotiva, todavia, longe de estar à altura dos trens-bala que caracterizam os países de primeiro mundo no esporte.
À guisa de exemplo, basta salientar que São Paulo só possui uma pista em condições de abrigar eventos internacionais: a do Ibirapuera, resultado de um convênio entre a BM&F e o Governo do Estado. Já em Lisboa, há 25 pistas da mais alta qualidade, cinco delas cobertas. Na cidade da Guatemala, capital de um País que não tem atleta algum figurando no ranking mundial, há quatro.
Tudo isso indica que tanto a cidade quanto o Estado de São Paulo precisam de mais pistas para que o bom resultado logrado no Pan possa se repetir em uma Olimpíada.
O presidente da FPA, José Antonio Martins Fernandes, o Toninho, observa: “Precisamos unir esforços para descentralizar a realização de treinos e eventos. O Ibirapuera não suporta treinamento diário e competições no final e no meio de semana. Em horário de pico, cerca de 300 atletas chegam a fazer seus treinamentos, ao mesmo tempo, naquela pista, juntando-se a outras pessoas que praticam atividade esportiva no local”.
Segundo Toninho, a cidade de São Paulo não pode ficar na dependência de apenas uma pista. É preciso alternativas para que técnicos e atletas tenham condições de testar e otimizar conceitos na prática.
Construir pistas de atletismo. Dentro dessa filosofia, a FPA vem recebendo significativo apoio do governador José Serra e de seu secretário de Esportes, Claury Santos Alves da Silva, pelo estado, e do prefeito Gilberto Kassab e de seu secretário de Esportes, Walter Feldman, pelo município.
O presidente da FPA informa que - a pedido do secretário Claury - entregou um amplo projeto de descentralização do atletismo em macro-regiões do Estado bandeirante.
“Em regime de urgência, seria oportuno para o governo pensar em uma reforma completa do Centro da USP, que poderia ser utilizado pela FPA e pelos alunos da Universidade. O local seria adequado, também, em possíveis parcerias com os centros avançados de estudos na área de Educação Física”, raciocina Toninho, concluindo que “não faz sentido uma universidade da importância da USP não ter equipamentos minimamente adequados, seja na prática ou na condição de laboratório de estudos avançados”.
Outro projeto de descentralização e ampliação de pólos desportivos, com ênfase no atletismo, foi desenvolvido a partir de uma filosofia adotada pelo secretário de Esportes da cidade, Walter Feldman.

“No último dia 9 de agosto, em cerimônia realizada na sede da Prefeitura, o prefeito Gilberto Kassab, além de homenagear os nossos atletas, promoveu a assinatura de um documento que constitui um grupo de trabalho para analisar a construção de pistas de atletismo. E deixou claro que a pista do Centro Olímpico será amplamente restaurada, conforme protocolo de intenções entre a FPA e a Secretaria de Esportes”, salienta Toninho.
| Projeto a ser desenvolvido em nível estadual |
Em perfeita sintonia com o secretário Claury Santos Alves da Silva, a FPA idealizou um projeto de descentralização partindo da bem-sucedida experiência do Projeto Futuro. O Governo poderia investir na infra-estrutura e material tecnológico de pólos já existentes. São eles: Praia Grande; São José dos Campos; Ourinhos; Campinas; Piracicaba; Presidente Prudente; São José do Rio Preto e Sertãozinho. |
| Projeto a ser desenvolvido em nível municipal |
Além da busca de excelência no Joerg Bruder e no COTP, o projeto de otimização do atletismo, elaborado pela FPA a pedido da Secretaria de Esportes do Município de São Paulo, visa realizações no Estádio do Pacaembu, no Centro Municipal Thomaz Mazoni (Vila Maria) e no Centro Municipal da Mooca (ou de Vila Manchester).