Feldman quer o fim da carência de
infra-estrutura para o atletismo paulistano!

A família do atletismo  sabe da importância do esporte para a melhoria de qualidade de vida e inserção social de um povo.

Podemos constatar tal afirmação, quando analisamos o Calendário de Atividades de Corridas de Rua da FPA, onde a população tem a oportunidade da pratica desportiva não só no quesito competição como no de lazer e recreação.

Há uma autêntica explosão no número de participantes em dezenas, centenas de eventos organizados com freqüência cada vez maior.

Hoje, a prova do atletismo “Corridas de Rua”, é o esporte que mais cresce no Brasil. Só em São Paulo registramos, em 2006, mais de 500 mil inscrições para provas do gênero.

Ora, diante de fatos tão expressivos, um desavisado leitor, de outro país ou mundo, haveria de exclamar: “O Brasil é o País do Atletismo”.

Deve imaginar, esse hipotético leitor, que para haver um crescimento tão forte, a infra-estrutura paulista e brasileira é de primeiríssimo mundo, certo?

Ledo engano. São Paulo, a locomotiva do Brasil e uma das maiores metrópoles do mundo, tem muitas ruas, sim. Mas apenas uma pista de nível internacional, que é a do Ibirapuera.

Para se ter uma idéia da fragilidade do esporte que todos nós abraçamos, basta dizer que, na Espanha, existem mais de mil pistas de atletismo. Em Portugal, só na capital, Lisboa, tem 15. Ou seja, a IAAF, o órgão maior da modalidade, deve ter grandes dificuldades não para realizar um grande evento, mas para escolher em qual pista ele ocorrerá.

Os mais exigentes hão de ponderar: “Ora, não podemos comparar o Brasil com países europeus, de primeiro mundo”.

Pois bem. Quando estive na Guatemala (capital), supervisionando o selecionado brasileiro por indicação da CBAt – Confederação Brasileira de Atletismo, pude constatar que lá existem quatro pistas do nível da do Ibirapuera. E os guatemaltecos não têm um escasso atleta rankeado!!!

Óbvio que ao tomar conhecimento de tudo isso, o referido leitor hipotético sairia exclamando: “Deus é brasileiro. Só pode ser brasileiro...”.

Tal realidade, todavia, deverá mudar em muito breve se depender do atual secretário de Esportes do Município de São Paulo, o deputado Walter Feldman.

Ele chamou a FPA para uma reunião e fez uma encomenda: a de que a Federação elaborasse um projeto para mudar esse estado de coisas.

Feldman demonstra especial afinco quanto à reforma das pistas municipais do Joerg Bruder e, também, do COTP, o Centro Olímpico.

Quer dotá-las de infra-estrutura adequada à realização de provas nacionais e internacionais, tirando a pista do Ibirapuera da orfandade.

Mas Feldman não pára por aí. No projeto da FPA, que ele está analisando com muito carinho, há mais propostas de fortalecimento daquela que é a modalidade esportiva fundamental, na medida em que lida com movimentos básicos do ser humano como marchar, correr, saltar, arremessar e lançar.

Além da busca de excelência no Joerg Bruder e no COTP, o projeto visa as seguintes realizações:

Estádio do Pacaembu – Instalação de piso sintético (borracha) e construção de uma caixa de saltos. Como o espaço é insuficiente, seria utilizado para competições de velocidade, festivais escolares e provas de atletismo, realizadas antes dos jogos de futebol;

Centro Municipal Thomaz Mazoni (Vila Maria) – Reforma e colocação de piso sintético e compra de material de treinamento;

Centro Municipal da Mooca ou Centro Municipal Vila Manchester (a escolher) – Reforma e colocação de piso sintético, com aquisição de material de treinamento.

Para otimizar o uso dessas novas instalações, pretende-se desenvolver um convênio entre a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo e a FPA, com a conseqüente criação de Centros de Desenvolvimento de Atletismo, munidos de escolinhas.

Nós, da FPA, sabemos que o programa, ambicioso, é suscetível a orçamentos e apoio do Legislativo. E que uma lacuna histórica no atletismo paulista e brasileiro não será preenchida num curto prazo de tempo.

Mas, que a iniciativa de Walter Feldman demonstra grande sensibilidade social, é inegável. E que o secretário entende do assunto, também.

Acredito, portanto, que os milhares de leitores do Jornal Atividade Física, após a exposição do programa, só podem parabenizar e se solidarizar com Feldman.

José Antonio Martins Fernandes
Presidente da FPA

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